terça-feira, 29 de julho de 2014

Insatisfação X Transtornos Alimentares (Bulimia e Anorexia)

A anorexia e a bulimia são transtornos alimentares, são quadros psiquiátricos graves e perigosos que precisam de tratamentos especializados com médico, psiquiatra, psicólogo, nutricionista, e outros profissionais da área da saúde que podem ajudar na recuperação da pessoa.

Além da abstenção de alimentos por longos períodos, autoimposição de padrões físicos inalcançáveis e rigidez consigo mesma, na bulimia existe a compulsão alimentar e a compensação por purgação ou por provocação de vômitos, tomam laxante, diuréticos, jejuns ou excesso de exercício físico, automutilação nos casos extremos de culpa e raiva de si. Também tem a questão da distorção da imagem corporal, mesmo estando magra, a pessoa se enxerga gorda. Estes transtornos podem levar a doenças físicas graves por desregular e deixar de nutrir o organismo por muito tempo. 

Nesses casos, não é uma questão apenas física e de padrões de beleza. O transtorno alimentar é deslocar para o corpo questões emocionais profundas das quais a pessoa não está preparada para enxergar e falar sobre, então foca no corpo a incapacidade de ser amada, ser desejada e gostar de si mesma, o amor próprio, a autoaceitação e compreender a própria identidade. A principal influência é a relação familiar, é algo que precisa ser explorado.

As pessoas com transtorno alimentar possuem um ideal de beleza inatingível, grande rigidez e crítica com relação a si mesma e aos outros também. Pode aparecer pelas cobranças da sociedade, em casa, na escola, nos esportes que pratica ou por ter uma época em que estava acima do peso e ouviu críticas que possam ter traumatizado.

Vivem a dualidade do amor e ódio, prazer e desprazer, com relação a comida, ao próprio corpo e suas relações. O comer demais ou não comer nada é um sofrimento que traz a dificuldade de autoaceitação, autoconfiança e autoestima fragilizada. Não confiam em si mesmas e dificilmente confiam nos outros para se permitir ser cuidada.

É necessário trabalhar com esta pessoa a autoestima, autoconfiança, autoaceitação, as relações pessoais, aprofundar nas questões emocionais para as quais não está querendo olhar e ajudar com a capacidade de cuidar de si, aprendendo a se nutrir corretamente e também de afeto.




#loveyourbody #ameseucorpo #stopbodyhating



quinta-feira, 24 de julho de 2014

Segurança e Autoestima alta X Padrões impostos

Autoestima como já foi falado não é só relacionada ao físico, mesmo assim, existem padrões impostos de que temos que ser felizes o tempo todo, ativos, ricos, temos que possuir muitas coisas pra alcançar a felicidade, temos que ter um relacionamento, temos que fazer muitas coisas, temos que, temos que, temos que... isso por si só já é pressão o suficiente que a sociedade impõe.

Então o mais importante é ter consciência do que faz bem para si mesmo, é se ouvir e parar de se comparar. A comparação é a pior arma contra o próprio processo e busca de objetivos em um caminho que é só da pessoa.

Para manter a autoestima elevada e seguro consigo mesmo, é importante reconhecer suas próprias habilidades, ferramentas, técnicas, valores, missões, objetivos e metas. A partir disso, saber ouvir a si mesmo, o que tem vontade de fazer, para então dar o próximo passo seguindo essa intuição, sem medo de fazer um caminho diferente dos demais.

É renovar ou inovar conhecimentos, com cursos, leituras, e pesquisas, manter a saúde sentindo-se bem como está fazendo isso, trabalhar com o que ama e sabe que é bom no que faz, fazer o que só você pode oferecer para o mundo, buscar fazer a diferença porque sabe que é importante e sua existência não é por mero acaso, compreender que suas emoções tem um fluxo e não tem problema se sentir de determinada forma, acolha e aceite seus sentimentos, todos são válidos. Fazer mais o que se tem prazer, viver com leveza e aceitação do fluxo e fluidez da vida.



Existem técnicas que podem ajudar: Psicoterapias, Terapias diversas, Arteterapia, técnicas de PNL (Programação Neuro Linguística), Coaching, Meditação, Visualização Criativa, Danças, Terapia Floral, Acupuntura, entre outras, a pessoa pode procurar a técnica que mais se identifica.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Insegurança e desenvolvimento de transtornos ocasionados pelos padrões de beleza

Diversos fatores são responsáveis pela construção da autoestima, principalmente na infância, mas na vida adulta a autoestima continua sendo construída. Na infância é importante que a criança experimentar uma aceitação de seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais, os pais não desvalorizarem suas expressões por ‘ser só uma criança’; estar inserida num contexto com limites claramente definidos, que sejam justos e não opressores; os pais não usarem de autoritarismo e violência para controlar e manipular a criança, não humilhar, nem ridicularizar; os pais devem manter altos padrões e altas expectativas em termos de comportamentos e desempenhos da criança, não subjulgar seus desejos e sonhos; também é bom que os pais apresentem uma alta autoestima, pois eles são exemplos vivos do que a criança precisa aprender, são os modelos.

Se a pessoa sofreu bullying ou foi subjulgada em seus meios sociais, se foi muito cobrada com relação ao corpo e a aparência, se praticou algum esporte no qual exigia um padrão rígido de alimentação, exercício e forma física e também se a mãe ou o pai apresentam tais transtornos é bem possível que a pessoa também tenha por genética ou pelo modelo de alimentação. Isso inclui os transtornos alimentares como a anorexia, bulimia, obesidade e transtornos alimentares não especificados que estão aparecendo cada vez mais como uma obsessão e compulsão pela magreza e a culpa depois de comer.


A insegurança com relação ao corpo pode aparecer de diversas formas, mas independente do meio externo, é a forma como a pessoa se enxerga, o padrão inalcançável que quer atingir e nunca está bom o suficiente e como deseja que outras pessoas a vejam e a admire. 

No caso de haver um transtorno alimentar ou outros transtornos que acometem a vida da pessoa, é imprescindível buscar ajuda psiquiátrica e psicológica.




 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Como o conceito de bullying pode interferir na autoestima?

O bullying pode interferir drasticamente na autoestima, dependendo da idade em que a pessoa sofrer o bullying, as consequências podem ser graves e interferir na construção da autoestima, em crianças e adolescentes estas consequências podem até ser permanentes se não buscarem um tratamento adequado.

Para a pessoa que sofre o bullying seja criança, adolescente ou adulto, pode gerar traumas profundos e distorções de autoimagem, autoconfiança e autorrespeito. A humilhação, constrangimento, agressão verbal e física seja a respeito da aparência, capacidade, inteligência ou diminuir qualquer atributo que a pessoa tem, muitas vezes a criança ou adolescente cresce, muda, mas continua se sentindo inseguro, não se achando bonito, inteligente ou bom o suficiente. Isso atrapalha nas escolhas, na vida profissional e nas relações pessoais e amorosas.

Na grande maioria das vezes a própria pessoa que faz o bullying não tem uma boa autoestima, trata os outros de tal maneira para se sentir superior, porque em seu intimo se acha inferior, é a síndrome de Napoleão.


Este é um assunto que deve ser levado a sério e tratado com muito cuidado, tanto nas escolas quanto nas famílias. Muitas pessoas sofrem com o bullying, de diversas formas diferentes, muitas vezes perigosas e tanto meninos quanto meninas de diferentes idades são suscetíveis. Sofrer bullying ou ser conivente com a situação e omitir da família e da escola podem gerar graves consequências. 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sobre a beleza e sentir-se belo(a)

Como nosso psiquismo entende e aceita o que é belo? 

A famosa frase ‘gosto não se discute’ é exatamente porque a beleza está nos olhos de quem vê. O que é bonito para alguns, pode não ser para outros. O belo, falando especificamente de pessoas, vem de dentro.
Em minha opinião, a beleza é estar em harmonia, é a felicidade de ser quem é transbordando pela pele. A pessoa pode cuidar do corpo, fazer cirurgia plástica, cuidar da pele e fazer de tudo pra ser aceita pelos outros, sendo que deveria procurar aceitar a si mesma, pois procurando a aprovação dos outros fica infeliz e no espelho isso aparece.

Do mesmo jeito que muitos se apaixonam pela personalidade das outras, mesmo quando os amigos questionam o porquê de estar com aquela pessoa ‘feia’ ou ‘sem graça’. É o amor de alma, não é físico.


Não existem dias que nos olhamos no espelho e nos sentimos o máximo? No dia seguinte quando algo não está tão bom, somos exatamente a mesma pessoa, mas quando olhamos no espelho nos sentimos horríveis? Procurar cuidar de si, ser saudável, procurar procedimentos para se sentir mais bonito (a), é bom, mas quando existe um exagero nessa procura, é melhor procurar uma terapia ou técnicas para encontrar a beleza que existe dentro de si e parar de procurar fora.

Quando nos cuidamos de dentro pra fora, o cuidado de fora pra dentro é automático. Uma boa alimentação, pensamentos positivos e limpos, meditação, terapia, florais, exercícios físicos que fazemos com prazer e todos os tipos de cuidados e carinhos que você sente que está fazendo por você e pelo seu bem estar, fazem nossa beleza florescer. Produtos e procedimentos serão avaliados com muito mais cuidado na hora de usar quando estiver se sentindo essencialmente bela! 

Encontre a beleza que existe dentro de você e ela transbordará. Beleza é estar em harmonia, quando estamos harmônicos, somos belos. <3

Acho lindas as propagandas e campanhas da Dove que estimulam as mulheres a serem quem são, sem vergonha de seus corpos e desmistificando os photoshops da vida que idealizam uma beleza irreal. É o poder do SER!

Namastê!


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Como a autoestima influi no comportamento e na saúde?

Autoestima pra lá, autostima pra cá... mas afinal, no que isso interfere no meu dia-a-dia, na minha saúde e no meu comportamento?

Quando a autoestima é elevada, a capacidade para lidar com as adversidades da vida, a flexibilidade, a facilidade de se relacionar, a resiliência, a persistência, também com a probabilidade de ser mais criativo e obter sucesso é maior.

Pode-se observar que pessoas com a autoestima alta tem mais disposição, são motivadas, confiam em suas iniciativas, e tem mais energia para ir em busca de seus objetivos e viverem o presente felizes com seus sentimentos, pensamentos e atitudes.  Também estão mais atentas e abertas às oportunidades, aceitam o risco de enfrentar situações novas e são receptivas aos sinais internos de intuição e de criatividade por terem autoconfiança. São perseverantes diante de situações adversas, independentes e são mais flexíveis para assumir a responsabilidade por suas ações e corrigir "erros", então, por todos estes motivos tem mais facilidade para saírem da zona de (des)conforto.

Outros comportamentos que interferem na vida das pessoas são as interações com outras pessoas, nesse caso, as pessoas que se valorizam podem ser afirmativas sem agressividade, podem liderar de forma mais adequada, são objetivas em suas opiniões e por aceitarem-se como são não se preocupam demasiadamente com o que os outros pensam delas, permitindo que sua essência apareça, são elas mesmas e agem de acordo com o que as fazem felizes.

De acordo com a OMS a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças. O corpo e a mente não são dissociados, portanto quando as emoções, pensamentos, sentimentos, os comportamentos, as relações sociais e a qualidade de vida da pessoa estão em harmonia, a saúde física também entra em equilíbrio.


É visível como a baixa autoestima pode afetar não só a relação da pessoa consigo mesma, mas as relações sociais, a sexualidade, a produtividade, são mais suscetíveis ao estresse, raiva, culpa e até depressão, comprometendo não só a saúde mental mas também a saúde física de modo geral, por exemplo, desencadeando sintomas de pressão alta, problemas gastrointestinais, afeta o sistema imunológico, apresentando dores de garganta e doenças respiratórias. Estas pessoas tem uma tendência maior ao abuso de álcool, drogas, medicamentos e hábitos alimentares não saudáveis.


E no fim das contas, o que te separa da pessoa que você é da pessoa que quer ser, são as suas atitudes, não é mesmo? Então que tal positivar suas ações e caminhar em direção aos seus objetivos?


Namastê!

Autoestima! Mas o que é?

Olá pessoal! Há um tempo atrás dei uma entrevista pra Revista Weekend sobre autoestima, vou postar aqui um pouco mais sobre o assunto em vários posts diferentes. Se quiser ver na revista o esse é o Link.

Todo mundo fala por aí da importância de ter uma autoestima alta, de confiar em si mesmo, etc.
Mas afinal, qual é o conceito de autoestima?

A autoestima é a valorização, apreço, a avaliação e o conceito que a pessoa tem de si própria. Portanto, a autoestima (autoconceito) pode ser alta ou baixa. Na autoestima alta, não é apenas “gostar” de si mesmo, a pessoa acredita que tem valor, sua atitude consigo mesma é positiva, tem amor próprio, acredita em sua capacidade de lidar com as situações.

Para a Psicologia, refere-se ao valor e qualidades que atribuímos a nós mesmos, ao conceito que temos sobre nossas limitações e potencialidades, a consciência e a aceitação destes, mesmo quando os resultados são diferentes do esperado e disposição e percepção de ser competente para lidar com as adversidades da vida e ser merecedor de felicidade.

Uma autoestima elevada envolve um conjunto de características: autoconfiança, autoimagem, autovalorização, autorrespeito, autoaceitação, acolhimento dos próprios sentimentos e emoções, comparar-se apenas consigo mesmo, a segurança no próprio potencial, a certeza da capacidade de enfrentar os desafios da vida, a consciência do próprio valor e do direito ao sucesso, à felicidade, sentir-se adequado à vida, competente e merecedor.

Além disso, também é um sentimento valorativo do conjunto das nossas características físicas, mentais, emocionais e espirituais que formam a personalidade. Esse sentimento e conceitos podem ser mutáveis.
Há psicólogos que definem a autoestima como sendo a função do organismo que permite a autoproteção e o desenvolvimento pessoal, uma vez que a falta de autoestima afeta a saúde, as relações sociais e a produtividade. Portanto ter estes sentimentos, pensamentos e comportamentos não só relacionados a nós mesmos, mas também na relação com outras pessoas e com o mundo.

O amor próprio está bem relacionado com a autoestima. É a capacidade de se aceitar, amar  e agir inclusive com o que considera defeitos, não só o conceito que tem de si, mas suas atitudes amorosas com relação a você mesmo.


Você tem se olhado com carinho? Tem se cuidado? Lembre-se: amar o próximo COMO a ti mesmo. Se você não se amar, como quer amar outra pessoa ou que outra pessoa te ame? Seja sua melhor amiga!
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