terça-feira, 12 de agosto de 2014

Padrões de beleza X Viver com mais saúde

 No caso de quem não liga para os padrões, como viver uma vida sem a ‘culpa’ do padrão de beleza, mas de modo saudável?

O padrão de beleza imposto, exatamente por ser imposto, já não é saudável. As imagens referentes à magreza e ao corpo perfeito trazem uma conotação de sofrimento, imagens de pessoas amarradas por fita métricas e com cara de pânico perto de um doce não são sinônimos de bem estar. Além disso, os padrões mudam a todo momento, ficar se modificando de acordo com a moda ao invés de pensar em saúde e bem estar pode ser bem cansativo.

Portanto, não ligar para os padrões não significa não ser saudável, aliás, pode ser mais saudável por não ter a obsessão de adquirir o corpo perfeito. Estas pessoas podem fazer aquilo que lhes faz bem. Fazer um exercício físico que traga uma sensação de bem estar, que seja prazeroso, que não seja punitivo só para ter o corpo dos sonhos. Estes exercícios podem não estar só na academia, muita gente não faz exercícios porque não gosta da ideia de ficar trancado na academia. Pode ser uma caminhada no parque, andar de bicicleta, yoga, fazer artes marciais, dança, exercícios ao ar livre e tantas outras opções que a pessoa preferir para se sentir bem consigo mesma e em harmonia com o próprio corpo. Manter o corpo em movimento por ser gostoso, e não porque ‘tem que’, já é mudar o ponto de vista.

Com relação à alimentação é a mesma coisa, comer com equilíbrio. Se alimentar de forma saudável por gostar de comer coisas frescas e nutritivas. Quando sentir vontade de comer outras coisas, poder matar a vontade equilibradamente, sem sentir culpa depois. Aprender a gostar de nutrir o próprio corpo, sentir verdadeiramente que é o nosso templo, expressão da nossa essência, nosso veículo nesse mundo e é bom cuidar dele para se sentir bem, bonito de dentro para fora.


E para quem acha que não consegue fazer isso porque não gosta de se mexer, não gosta de frutas, legumes, e sempre tem uma desculpa na manga, saiba que é possível aprender a pensar dessa forma, nós podemos mudar o ponto de vista com relação a tudo, inclusive sobre alimentação e exercícios. Com essa forma de enxergar, tudo fica mais leve e fácil. A vontade e motivação de mudar nossos hábitos vem a partir do jeito que pensamos.  


terça-feira, 29 de julho de 2014

Insatisfação X Transtornos Alimentares (Bulimia e Anorexia)

A anorexia e a bulimia são transtornos alimentares, são quadros psiquiátricos graves e perigosos que precisam de tratamentos especializados com médico, psiquiatra, psicólogo, nutricionista, e outros profissionais da área da saúde que podem ajudar na recuperação da pessoa.

Além da abstenção de alimentos por longos períodos, autoimposição de padrões físicos inalcançáveis e rigidez consigo mesma, na bulimia existe a compulsão alimentar e a compensação por purgação ou por provocação de vômitos, tomam laxante, diuréticos, jejuns ou excesso de exercício físico, automutilação nos casos extremos de culpa e raiva de si. Também tem a questão da distorção da imagem corporal, mesmo estando magra, a pessoa se enxerga gorda. Estes transtornos podem levar a doenças físicas graves por desregular e deixar de nutrir o organismo por muito tempo. 

Nesses casos, não é uma questão apenas física e de padrões de beleza. O transtorno alimentar é deslocar para o corpo questões emocionais profundas das quais a pessoa não está preparada para enxergar e falar sobre, então foca no corpo a incapacidade de ser amada, ser desejada e gostar de si mesma, o amor próprio, a autoaceitação e compreender a própria identidade. A principal influência é a relação familiar, é algo que precisa ser explorado.

As pessoas com transtorno alimentar possuem um ideal de beleza inatingível, grande rigidez e crítica com relação a si mesma e aos outros também. Pode aparecer pelas cobranças da sociedade, em casa, na escola, nos esportes que pratica ou por ter uma época em que estava acima do peso e ouviu críticas que possam ter traumatizado.

Vivem a dualidade do amor e ódio, prazer e desprazer, com relação a comida, ao próprio corpo e suas relações. O comer demais ou não comer nada é um sofrimento que traz a dificuldade de autoaceitação, autoconfiança e autoestima fragilizada. Não confiam em si mesmas e dificilmente confiam nos outros para se permitir ser cuidada.

É necessário trabalhar com esta pessoa a autoestima, autoconfiança, autoaceitação, as relações pessoais, aprofundar nas questões emocionais para as quais não está querendo olhar e ajudar com a capacidade de cuidar de si, aprendendo a se nutrir corretamente e também de afeto.




#loveyourbody #ameseucorpo #stopbodyhating



quinta-feira, 24 de julho de 2014

Segurança e Autoestima alta X Padrões impostos

Autoestima como já foi falado não é só relacionada ao físico, mesmo assim, existem padrões impostos de que temos que ser felizes o tempo todo, ativos, ricos, temos que possuir muitas coisas pra alcançar a felicidade, temos que ter um relacionamento, temos que fazer muitas coisas, temos que, temos que, temos que... isso por si só já é pressão o suficiente que a sociedade impõe.

Então o mais importante é ter consciência do que faz bem para si mesmo, é se ouvir e parar de se comparar. A comparação é a pior arma contra o próprio processo e busca de objetivos em um caminho que é só da pessoa.

Para manter a autoestima elevada e seguro consigo mesmo, é importante reconhecer suas próprias habilidades, ferramentas, técnicas, valores, missões, objetivos e metas. A partir disso, saber ouvir a si mesmo, o que tem vontade de fazer, para então dar o próximo passo seguindo essa intuição, sem medo de fazer um caminho diferente dos demais.

É renovar ou inovar conhecimentos, com cursos, leituras, e pesquisas, manter a saúde sentindo-se bem como está fazendo isso, trabalhar com o que ama e sabe que é bom no que faz, fazer o que só você pode oferecer para o mundo, buscar fazer a diferença porque sabe que é importante e sua existência não é por mero acaso, compreender que suas emoções tem um fluxo e não tem problema se sentir de determinada forma, acolha e aceite seus sentimentos, todos são válidos. Fazer mais o que se tem prazer, viver com leveza e aceitação do fluxo e fluidez da vida.



Existem técnicas que podem ajudar: Psicoterapias, Terapias diversas, Arteterapia, técnicas de PNL (Programação Neuro Linguística), Coaching, Meditação, Visualização Criativa, Danças, Terapia Floral, Acupuntura, entre outras, a pessoa pode procurar a técnica que mais se identifica.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Insegurança e desenvolvimento de transtornos ocasionados pelos padrões de beleza

Diversos fatores são responsáveis pela construção da autoestima, principalmente na infância, mas na vida adulta a autoestima continua sendo construída. Na infância é importante que a criança experimentar uma aceitação de seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais, os pais não desvalorizarem suas expressões por ‘ser só uma criança’; estar inserida num contexto com limites claramente definidos, que sejam justos e não opressores; os pais não usarem de autoritarismo e violência para controlar e manipular a criança, não humilhar, nem ridicularizar; os pais devem manter altos padrões e altas expectativas em termos de comportamentos e desempenhos da criança, não subjulgar seus desejos e sonhos; também é bom que os pais apresentem uma alta autoestima, pois eles são exemplos vivos do que a criança precisa aprender, são os modelos.

Se a pessoa sofreu bullying ou foi subjulgada em seus meios sociais, se foi muito cobrada com relação ao corpo e a aparência, se praticou algum esporte no qual exigia um padrão rígido de alimentação, exercício e forma física e também se a mãe ou o pai apresentam tais transtornos é bem possível que a pessoa também tenha por genética ou pelo modelo de alimentação. Isso inclui os transtornos alimentares como a anorexia, bulimia, obesidade e transtornos alimentares não especificados que estão aparecendo cada vez mais como uma obsessão e compulsão pela magreza e a culpa depois de comer.


A insegurança com relação ao corpo pode aparecer de diversas formas, mas independente do meio externo, é a forma como a pessoa se enxerga, o padrão inalcançável que quer atingir e nunca está bom o suficiente e como deseja que outras pessoas a vejam e a admire. 

No caso de haver um transtorno alimentar ou outros transtornos que acometem a vida da pessoa, é imprescindível buscar ajuda psiquiátrica e psicológica.




 
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